{"id":267,"date":"2017-08-31T13:49:33","date_gmt":"2017-08-31T16:49:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unicentro.br\/pet-letras\/?p=267"},"modified":"2017-08-31T13:49:33","modified_gmt":"2017-08-31T16:49:33","slug":"resumo-da-obra-luzia-homem-domingos-olimpio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.unicentro.br\/pet-letras\/2017\/08\/31\/resumo-da-obra-luzia-homem-domingos-olimpio\/","title":{"rendered":"RESUMO DA OBRA LUZIA-HOMEM, DOMINGOS OL\u00cdMPIO"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www2.unicentro.br\/pet-letras\/files\/2017\/08\/luzia-homem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-268 alignright\" src=\"http:\/\/www2.unicentro.br\/pet-letras\/files\/2017\/08\/luzia-homem-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www2.unicentro.br\/pet-letras\/files\/2017\/08\/luzia-homem-225x300.jpg 225w, https:\/\/www2.unicentro.br\/pet-letras\/files\/2017\/08\/luzia-homem.jpg 240w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Contexto hist\u00f3rico:<\/em><\/p>\n<p>&#8220;Luzia-Homem&#8221; \u00e9 uma obra publicada em 1903, que \u00e9 considerada um cl\u00e1ssico, enquadrada no g\u00eanero &#8220;Ciclo das Secas&#8221;, da Literatura Nordestina. Ela narra \u00e0 triste hist\u00f3ria do sert\u00e3o nordestino nos anos de 1877, que viveu mais uma terr\u00edvel seca, que devastava o gado, trazia escassez nos alimentos, entre outros. \u201cAproveitando\u201d esse quadro de seca, Domingos soube ver bem os problemas de ordem social e humana surgidos entre os retirantes. Pois se mostrou tocado pela dolorosa mis\u00e9ria e sofrimento que assolava o sert\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Sobre o autor: <\/em><\/p>\n<p>DOMINGOS OL\u00cdMPIO BRAGA CAVALCANTI ou\u00a0Pojucan, um de seus pseud\u00f4nimos, \u00e9 cearense de Sobral. Nasceu em 18 de setembro de 1851 e faleceu em 06 e outubro de 1906, no Rio de Janeiro. Deixou diversos trabalhos, entre\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Romance\">romances<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Teatro\">pe\u00e7as<\/a>, a maioria in\u00e9dita em livro, al\u00e9m de ter trabalhado tamb\u00e9m como <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Advogado\">advogado<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Diplomata\">diplomata<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jornalista\">jornalista<\/a> e <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Parlamentar\">parlamentar<\/a>. \u00c9 patrono da oitava cadeira da\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Academia_Cearense_de_Letras\">Academia Cearense de Letras<\/a>. Apresentou candidatura para a\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Academia_Brasileira_de_Letras\">Academia Brasileira de Letras<\/a>, mas foi derrotado pelo poeta\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/M%C3%A1rio_de_Alencar\">M\u00e1rio de Alencar<\/a>, filho do romancista cearense\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jos%C3%A9_de_Alencar\">Jos\u00e9 de Alencar<\/a>, tendo contado apenas com o apoio de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Olavo_Bilac\">Olavo Bilac<\/a>, que faria um elogioso necrol\u00f3gio de\u00a0Domingos Ol\u00edmpio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Resumo:<\/em><\/p>\n<p>A obra tr\u00e1s uma mescla entre a descri\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria, os dias de trabalho dos retirantes e a vida de Luzia, conhecida por Luzia-Homem, denominada assim, por sua grande desenvoltura no trabalho bra\u00e7al. <strong>\u201c<\/strong>No entanto todas as aten\u00e7\u00f5es est\u00e3o voltadas para a personagem central, Luzia-Homem, uma retirante que, em busca de sobreviv\u00eancia, sai da cidade de Ipu na companhia de sua m\u00e3e doente.\u201d. \u201cLuzia encontra em Sobral abrigo e emprego na constru\u00e7\u00e3o da cadeia p\u00fablica, mas pressentia um perigo iminente, pois era perseguida pelo soldado Crapi\u00fana, o qual nutria uma obsess\u00e3o pela mo\u00e7a e queria-a possuir a qualquer custo\u201d. \u201cLuzia encontra em Sobral, abrigo e f\u00e1ceis meios de subsist\u00eancia; mas pressentia iminente perigo do capricho ou paix\u00e3o brutal de Crapi\u00fana\u201d (Luzia-Homem, 1984, p. 15). O decorrer da hist\u00f3ria vai trabalhar com um tri\u00e2ngulo amoroso, entre Luzia, Crapi\u00fana e Alexandre, o \u00faltimo, seu fiel escudeiro. \u201c[&#8230;] Alexandre, o amigo dedicado e afetuoso, que se lhe deparara entre a multid\u00e3o de desconhecidos e indiferentes, mo\u00e7o de maneiras brandas, muito paciente, muito carinhoso, com a tia Zefa (m\u00e3e de Luzia), passando ser\u00f5es, noites em claro junto dela e da filha, num recato de adora\u00e7\u00e3o muda e casta [&#8230;]\u201d (<strong>Luzia-Homem<\/strong>, 1984, p.8). \u201cO escritor busca deixar claro que Luzia gosta de Alexandre, mas ela n\u00e3o admite a afei\u00e7\u00e3o que sente por ele. Alexandre acaba indo para a pris\u00e3o por roubar o emp\u00f3rio do qual fazia a seguran\u00e7a. Com isso, Luzia come\u00e7a a visit\u00e1-lo na pris\u00e3o e Teresinha, uma mo\u00e7a que tinha fugido da fam\u00edlia e se prostitu\u00eddo, passa a cuidar da m\u00e3e de Luzia, que ficara doente. Ao final do romance, Teresinha, ao ver Crapi\u00fana abrindo uma bolsa com a quantidade de dinheiro roubada do armaz\u00e9m, descobre que o respons\u00e1vel pelo assalto foi Crapi\u00fana e conta para Luzia. Crapi\u00fana \u00e9 preso e jura vingan\u00e7a. Alexandre \u00e9 absolvido. Livre, Alexandre prop\u00f5e a Luzia que partam para viver na serra com sua m\u00e3e e os familiares de Teresinha. A mulher aceita e Alexandre parte no outro dia junto \u00e0 fam\u00edlia de Teresinha para procurar moradia. Por\u00e9m, Luzia, Teresinha, a m\u00e3e de Luzia (D. Josefina), Raulino e outros homens combinam de ir na tarde do pr\u00f3ximo dia. Teresinha parte para a serra acompanhada pelos homens, que carregavam D. Josefina, e por Luzia, que ia atr\u00e1s. Chegando \u00e0 serra, um dos homens indica um caminho mais f\u00e1cil \u00e0 Luzia, pois seguiriam pela estrada com D. Josefina. Para se guiar, Luzia seguiu as pegadas secas que Teresinha deixara no barro. Ap\u00f3s chegar a um rio, Luzia depara-se com Crapi\u00fana segurando Teresinha pelos bra\u00e7os. Ele avan\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o de Luzia, mas a mulher se defende com unhadas em seu rosto. Por\u00e9m, o homem crava uma faca no peito de Luzia e desaparece pelo desfiladeiro. Raulino chega e v\u00ea o desespero de Teresinha. Ao olhar para Luzia no ch\u00e3o, percebe que a mulher est\u00e1 morta.\u201d.\u201cA import\u00e2ncia desse romance reside no fato de ser ele um dos grandes romances regionais de um estilo de \u00e9poca que floresceu na segunda metade do s\u00e9culo XIX: O naturalismo. Estilo marcado pela objetividade, concep\u00e7\u00e3o de amor baseado na atra\u00e7\u00e3o sexual, com \u00eanfase nas caracter\u00edsticas negativas das personagens, o Naturalismo legou-nos romances em que \u00e9 poss\u00edvel perceber a grande influ\u00eancia de Darwin e A Origem das Esp\u00e9cies: o meio ambiente condiciona todos os seres, deixando sobreviver apenas os mais fortes. Por isso, a natureza de todos os seres, inclusive a do homem, seria determinada por circunst\u00e2ncias externas. A vida interior \u00e9 reduzida a nada.<br \/>\nEm Luzia-Homem, tais pressupostos s\u00e3o n\u00edtidos, basta que o leitor observe a caracteriza\u00e7\u00e3o e trajet\u00f3ria das personagens. Luzia, por exemplo, est\u00e1 fadada a sucumbir, pois num jogo de for\u00e7as com o vil\u00e3o, de nada valeu sua for\u00e7a f\u00edsica, assim como n\u00e3o valeram seus bons sentimentos e at\u00e9 a do\u00e7ura de alma escondida atr\u00e1s de tantos m\u00fasculos. Tornou-se, portanto, v\u00edtima da fatalidade das leis naturais, que a impediam de ter outro destino. A morte como desfecho vem coroar esse determinismo, pois \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda poss\u00edvel para a personagem. N\u00e3o h\u00e1 a menor possibilidade, nos romances desse estilo, de ocorrer um acaso ou \u2018\u2018milagre\u2019\u2019, comuns em romances rom\u00e2nticos, em favor da personagem.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/meuartigo.brasilescola.uol.com.br\/literatura\/luzia-homem-obra-naturalista.htm\">http:\/\/meuartigo.brasilescola.uol.com.br\/literatura\/luzia-homem-obra-naturalista.htm<\/a> \u00a0Acesso em: 30 de agosto de 2017<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Domingos_Ol%C3%ADmpio\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Domingos_Ol%C3%ADmpio<\/a> Acesso: 31\u00a0 de agosto de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contexto hist\u00f3rico: &#8220;Luzia-Homem&#8221; \u00e9 uma obra publicada em 1903, que \u00e9 considerada um cl\u00e1ssico, enquadrada no g\u00eanero &#8220;Ciclo das Secas&#8221;, da Literatura Nordestina. 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