{"id":256,"date":"2017-08-29T13:35:09","date_gmt":"2017-08-29T16:35:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unicentro.br\/pet-letras\/?p=256"},"modified":"2017-08-29T13:35:09","modified_gmt":"2017-08-29T16:35:09","slug":"resumo-da-obra-contos-da-montanha-de-miguel-torga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.unicentro.br\/pet-letras\/2017\/08\/29\/resumo-da-obra-contos-da-montanha-de-miguel-torga\/","title":{"rendered":"RESUMO DA OBRA &#8220;CONTOS DA MONTANHA&#8221;, DE MIGUEL TORGA"},"content":{"rendered":"<p>SOBRE O AUTOR: Escritor portugu\u00eas natural, de S\u00e3o Martinho de Anta, Vila Real. Proveniente de uma fam\u00edlia humilde teve uma inf\u00e2ncia rural dura, que lhe proporcionou conhecer a realidade do campo, feita de \u00e1rduo trabalho cont\u00ednuo. Ap\u00f3s uma breve passagem pelo semin\u00e1rio de Lamego, emigrou com 13 anos para o Brasil, onde durante cinco anos trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, como capinador, apanhador de caf\u00e9, vaqueiro e ca\u00e7ador de cobras. De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino liceal e frequentou em Coimbra o curso de Medicina, que terminou em 1933. Exerceu a profiss\u00e3o de m\u00e9dico em S\u00e3o Martinho de Anta e em outras localidades do pa\u00eds, fixando-se definitivamente em Coimbra, como otorrinolaringologista, em 1941. Miguel Torga era ligado inicialmente ao grupo da revista Presen\u00e7a.<\/p>\n<p>CONTEXTO HIST\u00d3RICO:<br \/>\nMiguel Torga faz parte do Presencismo, movimento liter\u00e1rio de grande relev\u00e2ncia. O Presencismo, tamb\u00e9m conhecido como a segunda fase do modernismo portugu\u00eas, teve in\u00edcio no ano de 1927 com a publica\u00e7\u00e3o da Revista Presen\u00e7a: Folha de Arte e Cr\u00edtica. Revista Presen\u00e7a reuniu aqueles que n\u00e3o participaram do Orfismo em virtude de diverg\u00eancias est\u00e9ticas. Ao contr\u00e1rio do Orfismo, que tinha como objetivo apresentar uma poesia que rompesse com os padr\u00f5es liter\u00e1rios vigentes, chocando e provocando a cr\u00edtica e p\u00fablico, sobretudo a burguesia, o Presencismo tinha como ideal interrogar o sentido da exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p>RESUMO DA OBRA:<br \/>\nContos da Montanha remete o leitor para um espa\u00e7o situado no interior, composto por 23 contos, neste livro Miguel Torga apresenta aos seus leitores textos que representam descri\u00e7\u00f5es do comportamento humano, das suas emo\u00e7\u00f5es e dos seus sentimentos. O leitor da obra deve voltar sua aten\u00e7\u00e3o para o que existe de comum nos 23 contos, que est\u00e1 altamente voltado para as a\u00e7\u00f5es humanas, pois, Miguel Torga traz fortes tra\u00e7os do humanismo em suas obras, dentro dos contos as pessoas s\u00e3o her\u00f3is e sobreviventes da suas vidas de mis\u00e9ria, de fome e de sofrimentos.<\/p>\n<p>Os 23 contos s\u00e3o: A Maria Lion\u00e7a; Um roubo; Amor; Homens de Vilarinho; O Cavaquinho; A ressurrei\u00e7\u00e3o; Um filho; A promessa; Maio mo\u00e7o; O bruxedo; A paga; Inimigas; Solid\u00e3o; A ladainha; O vinho; O lugar de sacrist\u00e3o; Justi\u00e7a; A vindima; Um cora\u00e7\u00e3o desassossegado; A revela\u00e7\u00e3o; O desamparo de S. Frutuoso; O castigo; O p\u00e9 tolo.<\/p>\n<p>Vejamos resumidamente tr\u00eas dos vinte e tr\u00eas contos:<\/p>\n<p>&#8220;A Maria Lion\u00e7a&#8221;<br \/>\nMaria Lion\u00e7a \u00e9 a personagem principal deste conto. Maria \u00e9 uma mulher respeitada, amada, pobre, bonita, forte. Ela viveu em Galafura durante setenta anos onde encontrou o amor da sua vida, Louren\u00e7o Ruivo, com quem se casa e tem um filho, Pedro. Louren\u00e7o acaba lhe provocando um grande desgosto de amor, pois Ruivo foge para o Brasil sem dar noticias. Quinze anos depois ela acaba o perdoando quando ele volta \u00e0 terra muito doente, onde morre passado pouco tempo, Maria fica de novo sozinha cuidando do filho, que tamb\u00e9m acaba adoecendo e por consequ\u00eancia morre nos bra\u00e7os da m\u00e3e e ela morre tamb\u00e9m ao final do conto, depois de uma vida dedicada a ajudar os outros.<\/p>\n<p>\u201dO c<a href=\"http:\/\/www2.unicentro.br\/pet-letras\/files\/2017\/08\/Miguel-torga.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-257 alignleft\" src=\"http:\/\/www2.unicentro.br\/pet-letras\/files\/2017\/08\/Miguel-torga.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"266\" \/><\/a>avaquinho\u201d<br \/>\n\u00c9 narrada a hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia muito pobre que vivia num casebre a &#8220;tr\u00eas l\u00e9guas&#8221; de Vilela, onde o pai, chefe de fam\u00edlia, promete uma prenda de Natal ao filho de 10 anos, pelo seu bom desempenho no primeiro exame da escola. A crian\u00e7a estava entusiasmada e bastante curiosa em saber o que iria receber, uma vez que j\u00e1 conhecia os fracos rendimentos dos pais e aquela situa\u00e7\u00e3o, o fato de poder receber algo novo e &#8220;gratuito&#8221;, deixava-o fascinado. Por\u00e9m, na noite em que, supostamente, iria descobrir o que seria a sua recompensa, recebe a triste noticia de que o pai falecera com uma facada, perto de um cavaquinho que lhe trazia. Um conto que come\u00e7a por uma not\u00edcia boa (o exame do filho<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e promessa da oferta de uma prenda) e termina com a morte do pai, de forma dram\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cHomens de Vilarinho\u201d<br \/>\nNeste con<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>to Torga conta a hist\u00f3ria de Firmo, personagem cuja principal marca \u00e9 a infidelidade \u00e0 terra natal. Nem o fato de ter mulher e filhos a zelar o prendia ao territ\u00f3rio. Ali\u00e1s, as suas visitas a Vilarinho duravam pouqu\u00edssimo tempo. F<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>oram in\u00fameras as tentativas do padre Jo\u00e3o, p\u00e1roco do povoado, para convenc\u00ea-lo da necessidade de corrigir-se, mas o \u201cdesejo de mundos\u201d que tinha Firmo, n\u00e3o o permitia ficar. Por possuir esse car\u00e1ter, Firmo \u00e9 caracterizado no conto como aquele que \u201cdesorientava Vilarinho\u201d. Por n\u00e3o cultivar o sentimento de perten\u00e7a \u00e0 terra nem \u00e0 casa, de maneira mais espec\u00edfica, o seu lugar na narrativa \u00e9 a de um desordenado, um desertor.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS:<\/p>\n<p>TORGA, Miguel. Contos da montanha. 9. ed. Lisboa: Dom Quixote, 1999. 214p. (Biblioteca de bolso)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/virtualiaomanifesto.blogspot.com.br\/2008\/01\/contos-da-montanha-miguel-torga.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/virtualiaomanifesto.blogspot.com.br\/\u2026\/contos-da-mont\u2026<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SOBRE O AUTOR: Escritor portugu\u00eas natural, de S\u00e3o Martinho de Anta, Vila Real. Proveniente de uma fam\u00edlia humilde teve uma inf\u00e2ncia rural dura, que lhe proporcionou conhecer a realidade do campo, feita de \u00e1rduo trabalho cont\u00ednuo. 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