{"id":27,"date":"2013-11-22T18:25:07","date_gmt":"2013-11-22T18:25:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unicentro.br\/nees\/?page_id=27"},"modified":"2013-11-22T18:25:52","modified_gmt":"2013-11-22T18:25:52","slug":"varlinfe","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.unicentro.br\/nees\/varlinfe\/","title":{"rendered":"Varlinfe"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: left\">Banco de dados Varia\u00e7\u00e3o Lingu\u00edstica de Fala Eslava \u00a8C Varlinfe<\/h3>\n<p>Levando-se em conta que a l\u00edngua \u00e9 um bem imbricado \u00e0 identidade das pessoas, o banco de dados Varlinfe<sup>1<\/sup>\u00a0visa documentar e registrar a fala da regi\u00e3o de Irati, de expressiva cultura eslava. Desta forma, o Varlinfe surge nesse cen\u00e1rio como uma maneira importante de registrar o patrim\u00f4nio imaterial\/lingu\u00edstico de descendentes de eslavos de seis cidades do interior do Paran\u00e1, quais sejam,<\/p>\n<ol>\n<li>Irati;<\/li>\n<li>Rebou\u00e7as;<\/li>\n<li>Rio Azul;<\/li>\n<li>Iva\u00ed;<\/li>\n<li>Mallet e<\/li>\n<li>Prudent\u00f3polis.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Para a montagem do Banco foram adotados os pressupostos te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos da Sociolingu\u00edstica Variacionista (cf. WEINREICH; LABOV &amp; HERZOG, 1968) e, especificamente no tocante \u00e0 coleta de dados, foram seguidas as mesmas premissas adotadas pelo Projeto Varia\u00e7\u00e3o Lingu\u00edstica Urbana da Regi\u00e3o Sul \u00a8C Varsul. De acordo com Menon; Loregian-Penkal e Fagundes (2013), o Varsul<\/p>\n<blockquote><p>foi idealizado em 1984, por Leda Bisol, que reuniu alguns pesquisadores em Porto Alegre. O projeto proposto pela pesquisadora deveria se espelhar no projeto pioneiro de levantamento sociolingu\u00edstico no Brasil: Projeto Censo Lingu\u00edstico do Rio de Janeiro, coordenado por Anthony Julius Naro, e executado no final dos anos 70, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com os primeiros resultados publicados no in\u00edcio dos anos 80. O Projeto Censo limitou a coleta de dados \u00e0 cidade do Rio de Janeiro, realizando as entrevistas em diferentes bairros, representativos das diferentes comunidades cariocas, sobretudo do ponto de vista social. (p. 17).<\/p><\/blockquote>\n<p>A metodologia da Sociolingu\u00edstica Variacionista consiste na coleta de narrativas de experi\u00eancia pessoal de falantes linguisticamente representativos da comunidade a que pertencem. Para serem considerados como tal, os falantes deveriam atender a tr\u00eas crit\u00e9rios b\u00e1sicos, quais sejam, i) ser descendente de eslavo (ou seja, ser descendente de ucraniano ou polon\u00eas, de pai ou de m\u00e3e ou de ambos); ii) ter nascido na comunidade e\/ou ter se mudado para l\u00e1 no m\u00e1ximo aos 2 anos de idade; iii) morar na zona rural de um dos munic\u00edpios inclu\u00eddos na amostra.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas itens estabelecidos fazem parte de crit\u00e9rios maiores consagrados na coleta de dados em Sociolingu\u00edstica e servem para atestar que o falante de fato seja algu\u00e9m representativo da comunidade-alvo da coleta de dados. Tamb\u00e9m foi definida a constitui\u00e7\u00e3o da amostra. Para tanto, levou-se em considera\u00e7\u00e3o as seguintes caracter\u00edsticas sociais: sexo (masculino e feminino); idade (25-49 e acima de 50 anos); escolaridade (1 a 4 anos de escola; 5 a 8 anos de escola; 9 anos de escola ou mais) e etnia (eslava: ucranianos e poloneses). Definiu-se tamb\u00e9m que cada munic\u00edpio deveria ser representado na amostra por um conjunto de 24 entrevistas, correspondentes a 12 perfis (2 sexos x 3 n\u00edveis de escolaridade x 2 faixas et\u00e1rias), cada um representado por dois entrevistados. Com a defini\u00e7\u00e3o desses perfis, buscou-se localizar informantes em diferentes localidades da zona rural com popula\u00e7\u00e3o permanente consider\u00e1vel.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m salientar que h\u00e1 regras espec\u00edficas para uso das entrevistas do Varlinfe e cabe \u00e0s coordenadoras do projeto, linguistas Loremi Loregian-Penkal e Luciane Trennephol da Costa, a an\u00e1lise das propostas de uso do Banco.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>LOREGIAN-PENKAL, L.; KRAUSE-LEMKE, C.; COSTA, L. e JACUMASSO, T. Banco de dados de fala eslava: discuss\u00f5es metodol\u00f3gicas. In: CAMPIGOTO, J. A.; CHICOSKI, R. (Orgs.).\u00a0 Brasil-Ucr\u00e2nia: Linguagem, Cultura e Identidade. Jundia\u00ed: Paco Editorial, 2013.<\/p>\n<p>MENON, O.; LOREGIAN-PENKAL, L. e FAGUNDES, E. O que fazer com os resultados do VARBRUL? Letr\u00f4nica,\u00a0 Porto Alegre, 2013.<\/p>\n<p>WEINREICH, U.; LABOV, W. &amp; HERZOG, M. Empirical Fundations for a Theory Language Change. Directions for a Historical Linguistics. Austin: University of Texas, Press, 1968.<\/p>\n<hr style=\"width: 100%\" width=\"100%\" \/>\n<p><sup>1\u00a0<\/sup>Texto adaptado de LOREGIAN-PENKAL, L.; KRAUSE-LEMKE, C.; COSTA, L. e JACUMASSO, T. \u00a0(2013).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Banco de dados Varia\u00e7\u00e3o Lingu\u00edstica de Fala Eslava \u00a8C Varlinfe Levando-se em conta que a l\u00edngua \u00e9 um bem imbricado \u00e0 identidade das pessoas, o banco de dados Varlinfe1\u00a0visa documentar e registrar a fala da regi\u00e3o de Irati, de expressiva cultura eslava. Desta forma, o Varlinfe surge nesse cen\u00e1rio como uma maneira importante de registrar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"class_list":["post-27","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.unicentro.br\/nees\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/27","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.unicentro.br\/nees\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.unicentro.br\/nees\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unicentro.br\/nees\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unicentro.br\/nees\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www2.unicentro.br\/nees\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/27\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32,"href":"https:\/\/www2.unicentro.br\/nees\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/27\/revisions\/32"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.unicentro.br\/nees\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}