Espaços de práticas e relações de poder

Esta linha caracteriza-se pela investigação das práticas de poder a partir de uma perspectiva que concebe regiões como espaços praticados. O enfoque incide nas relações conflituosas postas por e para os sujeitos (táticas e/ou estratégicas) afrontando, mobilizando e/ou confirmando macro e micro poderes políticos, práticas e saberes de variadas ordens. Investigam-se, portanto, os saberes e práticas institucionalizadas, tais como normas e formas de conduta, engendradas pelo poder público e outras instituições tais como as igrejas, as irmandades, as escolas, as universidades, os sindicatos, clubes e corporações diversas e congêneres. Reúne investigações sobre diversos grupos vinculados às etnicidades, às imigrações e migrações, à religiosidade, às formas de relacionar -se com a terra, aos relatos de espaço, às experiências produzidas pelas culturas científicas e não científicas, à ruralidade e à urbanidade. São de particular interesse os saberes desenvolvidos por grupos e populações tradicionais (caboclos,caiçaras, faxinalenses, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, seringueiros, pescadores, jangadeiros e outros) assim como as narrativas utilizadas por tais grupos, incluindo-se saberes ordinários que são componentes, produtores e produtos das singularidades de regiões.

DOCENTES
Ana Maria Rufino Gillies
Ancelmo Schörner
Ariane Carla Pereira Fernandes
Beatriz Anselmo Olinto
Fernando Franco Netto
Geyso Dongley Germinari
Helio Sochodolak
Jair Antunes
Jaisson Teixeira Lino
José Adilçon Campigoto
José Miguel Arias Neto
Márcia Maria Menendes Motta
Nadia Maria Guariza
Oseias de Oliveira

Espaços simbólicos, ambiente e corporeidades

Esta linha de pesquisa reúne investigações sobre práticas socioculturais que engendram regiões. Regiões são aqui concebidas como espaços simbólicos, tidos como práticas, performances e construções históricas e sociais produzidas nas e pelas narrativas ordinárias, literárias, jurídicas e científicas, entre outras, como também naquelas que perpassam as memórias sociais. Os espaços simbólicos podem ser percebidos na escrita da história, nas memórias, nos relatos de viagem, na mídia, nas ciências, nas artes, na pluralidade das culturas, nas práticas de identificações discursivas e não discursivas (gestos e movimentos – a exemplo do comer, do beber, do morrer, do adoecer, das sensações, dos ritos e códigos sociais). Dessa forma, a linha também congrega estudos sobre o corpo, os espaços de saber, as relações de gênero, a diversidade, a educação, a saúde e a constituição das doenças, entre outros. Investiga ainda a relação dos coletivos (ambientes) de humanos e não humanos, entendendo-se ambiente como a síntese das dimensões naturais e construídas do mundo palpável. São ainda de particular interesse estudos acerca das identidades, territorialidades, agentes históricos e sujeitos sociais.

DOCENTES
Ariane Carla Pereira Fernandes
Claércio Ivan Schneider
Claiton Márcio da Silva
Fernando Franco Netto
Jó Klanovicz
Nadia Maria Guariza
Rosemeri Moreira
Vanderlei Sebastião de Souza