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Conselho Universitário define sistemática para atribuição de carga horária aos Departamentos Pedagógicos

A reunião do COU foi realizada no Auditório Francico Contini, para que a comunidade universitária pudesse acompanhar (Foto: Márcio Nei dos Santos)

Os membros do Conselho Universitário (COU) da Unicentro se reuniram, na manhã dessa quarta-feira (29), para discutir a carga horária autorizada pelo governo do Estado para a contratação de professores e, também, o posicionamento da Universidade frente ao Ofício CEE/CC n. 310/2017, emitido pelo secretário da Casa Civil e presidente da Comissão de Política Salarial (CPS), Valdir Rossoni, que dispõe sobre atos das instituições de ensino superior do Paraná.
O primeiro assunto debatido foi a contratação de professores. “Quando chamamos a reunião, o cenário era um, com a autorização para a contratação de 5.936 horas-aula para professores colaboradores. Agora, com a reversão dessa decisão, depois de muita articulação e pressão política, a realidade é outra”, esclareceu o vice-reitor da Unicentro, professor Osmar Ambrósio de Souza. “Primeiro, discutiríamos o que a Universidade faria, já que não poderia contratar nem renovar o contrato de mais ninguém. A realidade agora é outra. Vamos poder regularizar as horas já contratadas e contratar mais 3.700 horas. Entendemos que, apenas com ajustes, é possível atender a necessidade da Universidade, sem perdas para o pedagógico . Mas como administrar esse ajuste? Isso quem vai deliberar e decidir a operacionalização é o Conselho Universitário”, completou o professor Aldo Nelson Bona, reitor da Universidade e presidente do COU.
Para dar início às discussões, Aldo Bona fez um breve histórico do processo que culminou, no final da tarde de ontem (28), na autorização para a contratação de colaboradores. Ele relatou que a Unicentro, nos últimos anos, não registrou problemas decorrentes da ausência de professores no início dos períodos letivos. “A última vez que ocorreu de começarmos sem docentes, foi no segundo semestre de 2005”. Situação que só voltou a se repetir agora, 12 anos depois, porque a sistemática de contratação de professores foi alterada pela entrada em funcionamento do Siap (Sistema Integrado de Atos de Pessoal), colocado em uso pelo Tribunal de Contas para monitorar o processo desde o teste seletivo até a contratação, tendo como obrigatoriedade a emissão do ato de autorização.
Como o Siap foi implantado no final do ano passado, a Unicentro buscou se antecipar, encaminhando os trâmites para a realização de Teste Seletivo para a contratação de professores colaboradores antes da entrada em vigor do Sistema. A solicitação de 10.770 horas foi encaminhada ainda no mês de outubro de 2016, depois de levantamento junto aos Departamentos Pedagógicos. Sem liberação, ainda em dezembro, a administração da Universidade buscou o governo do Estado para acertar as contratações. Negociações que foram intensificadas no mês de janeiro, quando a Reitoria da Unicentro passou a reivindicar, ainda, a nomeação dos professores aprovados em Concurso Público. “De lá para cá, apenas dois professores tomaram posse e porque tiveram o direito garantido judicialmente, após entrarem com ações. Os outros 39 aprovados ainda aguardam a nomeação”, lembrou Bona.
Em fevereiro, devido à indefinição, a Universidade, colegiadamente, decidiu pelo adiamento do início do ano letivo. As aulas iniciaram, então, em seis de março após a divulgação do parâmetro de análise que seria adotado pela Secretaria da Fazenda e pela Casa Civil, já que a solicitação da Unicentro enquadrava-se nas determinações, que não passaram a valer. Os parâmetros foram alterados por três vezes e quando a contratação foi autorizada, no final da tarde da última sexta-feira (24), das 10.770 horas solicitadas apenas 5.936 foram efetivadas.

Professores, funcionários e alunos acompanharam as discussões do COU (Foto: Márcio Nei dos Santos)

“A universidade reagiu a essa decisão e iniciamos, as sete universidades estaduais conjuntamente com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), imediatamente, um trabalho de articulações e de pressões políticas junto à lideranças regionais, deputados, integrantes da CPS e do governo. Na segunda, fomos informados que o governador havia determinada a revisão da decisão, mas não sabíamos em que medida ela se daria. Até que ontem, no início da noite, recebemos a notícia da assinatura do Decreto autorizando a contratação de 55 mil horas-aula para a totalidade das instituições estaduais de ensino superior”, relatou Aldo. Desse total, 10 mil horas foram destinadas à Unicentro, constituindo-se uma perda de 8% em relação à solicitação.
A partir do relato, passou-se a discutir uma proposta de ações emergenciais para regularizar e preencher todas as disciplinas ofertadas no cursos da Unicentro, em todos os campi universitários e avançados, no primeiro semestre letivo de 2017. As diretrizes, intituladas “Medidas emergenciais com vistas a aplicabilidade da nova sistemática de atribuicão de carga horária aos Departamentos Pedagógicos”, foram aprovadas pelo Conselho Universitário e tratam, segundo o vice-reitor, da “gestão operacional do Departamento na distribuição da carga horária disponível, atribuindo as aulas de modo que não hajam disciplinas sem professor”.
Desse modo, decidiu-se, primeiramente, pela formação de uma comissão para a elaboração de uma metodologia de atribuição de carga horária aos Departamentos Pedagógicos, que passará a valer no segundo semestre desse ano. O comitê será integrado por representantes da Reitoria, da Proplan (Pró-Reitoria de Planejamento), da Proen (Pró-Reitoria de Ensino), da ProRH (Pró-Reitoria de Recursos Humanos), da Propesp (Pró-Reitoria de Pesquisa), dos Setores de Conhecimento e de um discente de cada campus universitária. A indicação dos membros deve ser feita até o o próximo dia 31, sexta-feira. Além disso, o COU também definiu que o prazo para a Comissão apresentar uma proposição é de 60 dias.
Os demais tópicos da diretriz tratam da distribuição imediata das 10 mil horas autorizadas para que as aulas sejam normalizadas o mais brevemente possível. Nesse sentido, decidiu-se por reforçar a autoridade da chefia de Departamento na atribuição de carga-horária e do Condep (Conselho Departamental) e do Conset (Conselho Setorial) na resolução de conflitos, de forma que nenhuma turma fique sem aula. Outro ponto do documento, que será divulgado oficialmente nessa quinta-feira (30), discorre sobre a dinâmica da atribuição de aulas a docentes colaboradores e efetivos. Ao professor temporário com Regime de Trabalho (RT) de 40 horas deverão ser atribuídas entre 18 e 20 horas-aula. Esse valor só pode ser superior caso a carga horária seja preenchida por até três ementas. Para os que tiverem um RT menor que 40, serão contabilizadas duas horas semanais de reunião departamental e as horas em sala de aula acrescidas da mesma quantidade que deverão ser dividas entre atendimento ao aluno e preparação de aula. Ainda sobre a distribuição, o documento orienta que o estágio supervisionado passe a ser normatizado pelos Departamentos, com redução de carga horária limite de quatro horas-aula. Deliberou-se, também, que após a distribuição, caso sobrem aulas sem professor, as mesmas devem ser assumidas pelos professores efetivos de acordo com a área de afinidade/aprovação em concurso público.

A reunião foi transmitida para os outros campus (Foto: Márcio Nei)

Para que as diretrizes possam ser implementadas, restou-se que a divulgação da carga horária a que cada Departamento tem direito bem como o texto das diretrizes serão divulgados nessa quinta-feira (30). Até três de abril, segunda-feira, chefes departamentais receberão os processos de contratação de colaboradores que já estavam em trâmite para que sejam adequados à normativa emergencial e devolvidos à Proplan e à ProRH no dia seguinte (4/4). Já na quarta-feira (5/4), será publicado o Edital de convocação dos professores colaboradores, que devem estar em sala de aula, em decorrência dos trâmites e prazos legais, até o início de maio.
Dando sequência à reunião, os conselheiros passaram a deliberar o Ofício n. 310/2017, da Casa Civil e CPS, bem como a resposta elaborada pela Apiesp (Associação Paranaense dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) (saiba mais em http://www2.unicentro.br/noticias/2017/03/23/reitores-das-universidades-estaduais-paranaenses-manifestam-rejeicao-a-determinacoes-da-comissao-de-politica-salarial/). Findadas as discussões, deliberou-se pela emissão de uma Nota Oficial do COU, que será publicada nessa quinta-feira.

Doutorado em Geografia dá início as atividades com aula inaugural

A aula inaugural foi ministrada pelo pesquisador Eliseu Saverio Spósito (Foto: Márcio Nei dos Santos)

Uma das conquistas mais recentes da Unicentro na busca pela verticalização do ensino foi a aprovação do doutorado em Geografia, no início do ano passado. Desde então, os esforços foram voltados a estruturar o programa e possibilitar que as atividades tivessem início. Para oficializar sua abertura, o Programa de Pós-Graduação em Geografia realizou uma Aula Inaugural. “É um símbolo que marca oficialmente a abertura dos trabalhos para a comunidade externa”, contou a coordenadora do programa, professora Carla Brumes.
A aula inaugural foi direcionada a comunidade em geral, especialmente aos doutorandos, mestrandos e acadêmicos de Geografia. A palestra, intitulada “Pós-Graduação no Brasil”, foi proferida pelo professor Eliseu Saverio Spósito, da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquista), campus de Presidente Prudente. “Eu falei sobre a história da pós-graduação em Geografia no Brasil desde que ela foi institucionalizada, tentando dar um panorama histórico e geográfico de onde estão os programas, como eles se organizam e, a partir daí, sugerir alguns procedimentos metodológicos de trabalho para os alunos que vão fazer as suas dissertações, mas principalmente, para aqueles que estão entrando no doutorado neste ano”, explicou o professor Eliseu.

Essa é a primeira turma do doutorado em Geografia, que conta com sete pós-graduandos (Foto: Márcio Nei dos Santos)

O programa de doutorado em Geografia conta, nessa primeira turma, com 7 pós-graduandos. Bruno Toledo é um deles. “O que o professor traz na palestra dele que é a questão da qualidade dos trabalhos. Então, agora, na concepção do doutorado, a gente entra numa lógica que o trabalho tem que ter a qualidade embarcada nele. E quando a gente começa a ver o que está sendo feito fora dos muros da nossa Universidade, a gente começa a entender o quanto esse mundo acadêmico é grande, é interligado, interconectado e, com isso, ele nos possibilita entender a importância disso tudo para o nosso trabalho. Então, isso vai agregar, de fato, não só a pesquisa, mas também no desenvolvimento pessoal de cada um”, destacou Bruno.
Para a professora Carla, a intenção é que o doutorado trilhe o mesmo caminho de sucesso que o programa de mestrado na área. “Nós vamos completar a defesa de número 80 no Programa de Mestrado. Então, não dá para falar que ele não seja a mola mestra do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicentro. Por conta da estrutura e da base que o Programa de Mestrado tem é que nós, em 2015, passamos então a pensar na abertura do programa de doutorado”.

Autorizada a contratação de professores colaboradores

Depois de quase quatro meses de negociações – que envolveram as sete universidades estaduais paranaenses e as secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti); da Fazenda (Sefa); e de Administração e Previdência (Seap) –, o governo do estado autorizou a contratação de professores colaboradores (temporários) para as instituições de ensino superior. A assinatura do decreto de autorização se deu na tarde desta terça-feira (28), liberando a contratação de 55 mil horas no total para o conjunto das instituições.

Para a Unicentro, foram destinadas 10 mil horas-aula – 770 horas a menos do que a Universidade solicitava –, o que viabiliza a distribuição das aulas em aberto e que as turmas tenham todas as disciplinas preenchidas por professores. Durante a tarde, antes do anúncio do governo do Estado, o reitor da Universidade, professor Aldo Nelson Bona, afirmou que não havia um plano B. “A Unicentro não consegue operacionalizar, não consegue cumprir essa decisão da CPS (Comissão de Política Salarial). Por isso, não há o que se possa fazer, a não ser continuar insistindo que a decisão da Comissão seja reformada”.

Na última sexta-feira, a Reitoria da instituição recebeu um Ofício assinado pelo secretário da Casa Civil e presidente da Comissão de Política Salarial do Estado, Valdir Rossoni, informando que haviam sido autorizadas apenas 5.946 horas, das 10.770 solicitadas. Desde então, o reitor e o vice-reitor da Unicentro, professores Aldo Nelson Bona e Osmar Ambrósio de Souza, respectivamente, bem como os gestores das demais universidades estaduais paranaenses, intensificaram as negociações junto ao governo e às lideranças políticas paranaenses.

Calouros 2017 são recepcionados no campus Santa Cruz

Iniciar a vida acadêmica nem sempre é fácil. Muitas vezes, o estudante sai direto do Ensino Médio para a Universidade e precisa se adaptar, rapidamente, a uma nova rotina. Pensando em facilitar a vida dos novos estudantes, a Unicentro realiza todos os anos uma recepção aos calouros. Oportunidade para que os novos acadêmicos possam começar a conhecer o dia a dia e a estrutura da instituição.

As apresentações culturais, como a do Coral Unicanto, animaram a recepção no Santa Cruz (Foto: Coorc)

“A Reitoria entende que receber os alunos para um curso universitário é um evento importantíssimo. Uma família quando recebe uma visita, quer receber muito bem essa visita, acolher com carinho. Então, a Universidade tem por tradição essa recepção aos calouros. A gente conversa sobre os cursos, conversa sobre a instituição, dá boas vindas, apresenta eles aos colegas e falamos um pouco sobre a Unicentro aos nossos jovens”, detalhou o vice reitor, professor Osmar Ambrósio de Souza.
No Campus Santa Cruz, além de serem apresentados ao funcionamento da vida acadêmica, os calouros também puderam conhecer e participar do Cultura e Café, evento cultural que já é tradição na instituição. Com a realização do sarau, a Diretoria de Cultura queria mostrar aos recém chegados que a universidade vai muito além da sala de aula. “As nossas opções de cultura contribuem para o aluno ficar mais tempo aqui, curtir esses espaços que são deles. Então, eles se sentem mais em casa, à vontade”, avaliou a diretora de cultura, professora Érica Gomes.

O diretor do campus, ressaltou as oportunidades extra-classe oferecidas pela Universidade (Foto: Coorc)

Os estudantes foram recepcionados em três horários diferentes, para que nenhum curso lotado no campus Santa Cruz ficasse de fora. Além de um vídeo institucional sobre a rotina da universidade, os novos alunos também acompanharam apresentações culturais, como a do Coral Unicanto. Durante a recepção, que foi realizada no auditório Francisco Contini, o diretor de campus, professor Ademir Fanfa Ribas, destacou as diversas oportunidades que a Unicentro oferece durante o período de graduação.
“Nós temos, pelo menos, quatro opções de envolvimento dos alunos no campus Santa Cruz e dentro da Unicentro. Nós temos a área de pesquisa, para aquelas pessoas que tem um viés pesquisador, que são curiosas, que querem inovar, que querem se tornar professores, fazer uma pós graduação, um mestrado, um doutorado; a área de extensão, que leva as ações da Universidade para fora, para a comunidade e que trás a comunidade para dentro da instituição; a área de ensino, com a participação das pessoas que querem ser docentes; e a área do movimento estudantil, para aqueles que querem participar da administração da Universidade. Cada aluno deve procurar a sua característica, aquilo que lhe interessa, procurar professores, procurar os colegas e se inserir no meio da academia, que oferece muitas oportunidades”, recomendou Ademir.

Para o professor Osmar, o objetivo das boas-vindas é mostrar que a Universidade se preocupa com seus estudantes (Foto: Coorc)

Oportunidades que a Bruna acompanhou atentamente. Para ela, que veio de Foz do Jordão e está no primeiro ano de Pedagogia, a recepção foi uma maneira de aprender mais sobre a Unicentro e o que a nossa universidade oferece. “Eu acho muito importante essa recepção porque isso incentiva a gente, já que somos calouros, não conhecemos muito bem onde fica cada departamento, e isso nos ajuda muito. Já falaram sobre iniciação científica, sobre pesquisa, já explicaram pra gente tudo”, comentou Bruna Aparecida Noronha.

Departamento de Filosofia promove aula inaugural para receber acadêmicos do curso

As aulas inaugurais promovidas pelo Departamento de Filosofia (Defil) juntamente ao Grupo PET-Filosofia (Programa de Educação Tutorial), da Unicentro, já são uma tradição para receber os novos acadêmicos do curso. A proposta é debater e discutir assuntos que estão em voga na sociedade e, para o ano de 2017, o tema escolhido foi a dignidade humana. “A gente está vivendo tempos bastante conturbados, onde a dignidade humana é um assunto corriqueiro, que frequentemente aparece nos debates. As pessoas, nos mais diferentes lugares, discutem sobre isso. Trata-se de um assunto extremamente atual, mas nós queremos fazer uma abordagem filosófica sobre o mesmo”, contou o professor Gilmar Szczepanik, coordenador do PET Filosofia.
O professor Ernesto Giusti, que também é chefe do Departamento, participou da aula inaugural como um dos debatedores convidados e destacou a importância de introduzir os novos acadêmicos ao campo da reflexão filosófica. “A gente, com essa aula, pretende, primeiramente, mostrar um pouco para os calouros, que estão chegando na faculdade, como é que se dá o tipo de reflexão que a gente faz dentro da Filosofia, que é uma reflexão acadêmica por certas regras e que busca rigor, clareza, precisão conceitual. É como quase um batismo deles no embate acadêmico, na troca acadêmica de ideias. Além disso, é um momento de apresentação, de crescimento, confraternização, no qual calouros, veteranos e professores se conhecem, conversam e geram o debate”, refletiu Ernesto.
Durante o debate, os participantes puderam acompanhar questões como os discursos de ódio presentes nas relações interpessoais, envolvendo gênero, raça, religião ou situação econômica. “Nós vivemos em um momento em que os debates sobre as relações humanas estão efervescentes, ou seja, você tem mais emoção do que razões nessas discussões. Qualquer pessoa que contrarie sua opinião acaba virando um discurso de ódio contra essa pessoa e, nesse sentido, discutir a dignidade humana e mostrar que dignidade humana não é somente quando você agride uma pessoa fisicamente, mas também nos discursos que nós fazemos contra as pessoas que estão próximas a nós, utilizando muitas vezes o anonimato, que é o caso das discussões da internet, sem considerar que aquela pessoa da qual se está falando é um ser humano, que tem direitos e necessita ser protegida através dos diretos humanos e da dignidade humana”, afirmou o professor Marciano Adilio Spica, que participava como um dos debatedores.
A acadêmica Renata Zucheli está no último ano de Filosofia e faz parte do PET desde o início da graduação. Ela conta que o debate foi uma iniciativa fundamental para a troca de conhecimentos entre alunos, professores e a comunidade em geral. “Eu acho de extrema importância. A gente pega o cenário atual para debater e tenta ver os vários viés que as pessoas estão conversando, o que elas estão discutindo, o que elas querem trazer, o que elas pensam sobre isso, refletindo na nossa sociedade, porque a gente está fazendo uma universidade, está formando pensadores, está formando pessoas que depois vão trabalhar lá fora”, discorreu a acadêmica.

Turismo lança material de apoio ao desenvolvimento do setor em Prudentópolis

Para dar mais visibilidade e estimular o setor turístico em Prudentópolis, o Departamento de Turismo do campus Irati desenvolveu no município o projeto de extensão “Roteiro Turístico no Meio Rural: uma alternativa não agrícola para complementação de renda das pequenas propriedades do Município de Prudentópolis”. Ao longo do projeto, foram realizadas oficinas temáticas que resultaram em cartilhas e manuais para proprietários de empreendimentos turísticos e, também, no desenvolvimento de um site, material impresso e aplicativo para celular para orientação turística no município.

O professor Ronaldo, coordenou o projeto que deu origem aos materiais (Foto: Marina Lukavy)

Os materiais de apoio foram lançados durante uma cerimônia realizada na Câmara Municipal de Prudentópolis. “O início do projeto se deu, justamente, com o encantamento que temos pelo município e o vasto potencial turístico que apresenta, tanto de recursos naturais, como culturais. Conhecendo esta realidade tivemos a ideia de vincular um projeto de extensão com esta conotação, aliando bem-estar e amadurecimento na formação dos nossos alunos e uma repercussão para o município”, explica o coordenador do projeto, professor Ronaldo Ferreira Maganhoto.
A equipe que atuou junto a comunidade foi composta por profissionais recém-formados e graduandos em Turismo e Geografia, além de acadêmicos de Engenharia Ambiental. Já os professores do Departamento de Geografia, Valdemir Antonelli, e Ana Lea Macohon Klosowski, de Ciências Contábeis, atuaram como colaboradores. O projeto foi vinculado ao Programa Universidade Sem Fronteiras (USF), da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Alguns dos integrantes que atuaram na equipe do projeto (Foto: Marina Lukavy)

“Nós, lá na Secretaria, também acompanhamos toda a trajetória de execução do projeto e quando culmina num evento como esse em que nós vemos os resultados, e sobretudo, o estabelecimento de parcerias, nós ficamos muito felizes e sentimos que o nosso trabalho foi bem cumprido, o recurso foi investido adequadamente e que está rendendo bons frutos”, observa a coordenadora do USF, Sandra Cristina Ferreira.
Proprietário de um empreendimento turístico do município, Ricardo Luiz Beraldo conta que a equipe visitou várias vezes a sua pousada, ensinando a ele e a seus funcionários temas relevantes para toda rede hoteleira e para quem trabalha no trade turístico. “Eles estão de parabéns porque iam automaticamente corrigindo aquilo que viam que não daria certo até chegar nesse projeto final que ficou maravilhoso. O lançamento desse folder e aplicativo tem ajudado muito, principalmente, a quem mais precisa que são os turistas quando vem visitar o nosso município. A equipe toda está de parabéns, nota dez o projeto”.
Durante a cerimônia, o reitor da Unicentro, professor Aldo Nelson Bona sugeriu que o Município tome a decisão estratégica de se tornar destino turístico do mundo. Aldo citou como exemplos as cidades de Gramado e Canela, em que o Poder Público e a sociedade como um todo as tornaram referenciais turísticos. Para o reitor, além das belezas naturais, Prudentópolis tem também a riqueza cultural da imigração ucraniana, reunindo uma série de fatores que podem fazer muita diferença e ajudar na construção da imagem da cidade como destino turístico.

A cerimônia de lançamento do aplicativo foi realizada na Câmara Municipal de Prudentópolis (Foto: Marina Lukavy)

“Acredito que o Conselho Municipal de Turismo, juntamente com a Secretaria de Planejamento, a Gestão Municipal e a Câmara de Vereadores, podem promover a partir da discussão com audiências públicas, um projeto de desenvolvimento do Turismo, em Prudentópolis. Uma proposta que se torne lei a partir da aprovação da Câmara e que, uma vez se tornando lei, possa ser executada por todas as gestões, de maneira tal que a comunidade de Prudentópolis só eleja o prefeito que se comprometa com esta lei e com este destino do município. Então, sem dúvida nenhuma se isso acontecer, nós conseguiremos no médio prazo, fazer com que Prudentópolis tenha muito mais conhecidas as suas potencialidades e a sua vocação para ser um destino turístico”, ressaltou Aldo.
Segundo a pró-reitora de Extensão e Cultura, professora Elaine Maria dos Santos, pelos resultados apresentados pelo projeto comprova-se que a extensão de fato fez o seu papel, integrando ensino, pesquisa e agindo junto a comunidade. “Muitos participantes tiveram a oportunidade de receber esses resultados e passaram por uma transformação. Isso nos deixa muito felizes porque entendemos que isso é extensão universitária”, acrescentou.

Equipe da Unicentro e a coordenadora do USF (Foto: Marina Lukavy)

Para o prefeito de Prudentópolis, Adelmo Luiz Klosowski, o projeto do Departamento de Turismo da Unicentro vem de encontro com as metas do município. “Nós estamos pensando no Turismo com muito carinho e o setor vai se desenvolver com certeza, é a nossa meta. E para isso, esse projeto em parceria com a Unicentro é fundamental. Nós não tínhamos ainda catalogado esses lugares bonitos, e nem um material como o aplicativo ou o site que expressam todo o nosso potencial”, salienta o prefeito.

Cursinho Pré-Vestibular 2017 já iniciou suas atividades

O ano letivo já começou e, para quem quer garantir uma vaga na universidade, a preparação para o vestibular é fundamental. Para ajudar os estudantes de ensino médio de escolas públicas a se prepararem para o teste, a nossa Universidade, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, oferece anualmente o Cursinho Pré-Vestibular. “Nós iniciamos agora, no dia 13 de março, e vamos até o último final de semana antes do vestibular da Unicentro. Depois retornamos em um outro formato, preparando também para o Enem”, contou a pró-reitora e coordenadora do projeto, professora Elaine Maria dos Santos.
Um dos alunos da turma 2017 é Brayan Neznek. Ele ainda não decidiu o curso, mas sabe que, independente da escolha, vai precisar de muito preparo para encarar o vestibular. Foi por isso que ele quis participar das aulas. “O cursinho pode preparar para o vestibular da Unicentro, dando uma chance maior pra eu passar aqui na faculdade”, destacou. Assim como Brayan, a Maria Julia Almeida também está em busca de conhecimento e preparação para o vestibular. “Eu espero que eu possa aprender bastante coisa e eu espero que isso me ajude com o vestibular. Eu acho que isso aqui é um conhecimento a mais que a gente vai poder adquirir”, disse.

O cursinho prepara os estudantes para os vestibulares da Unicentro e das demais instituições da região (Foto: Coorc)

Desde que o projeto iniciou, em 2010, muitos estudantes já passaram pelo cursinho. A procura por uma das cem vagas ofertadas é significativa. Nesse ano, por exemplo, foram mais de duzentas inscrições. “Temos observado que há uma procura e um reconhecimento gradativo. A sociedade reconhece o potencial que ele tem e os resultados que nós temos obtido”, ressaltou Elaine.
Os altos índices de aprovação no vestibular comprovam a qualidade do ensino que esses estudantes recebem. Isabela Oliveira foi aluna do cursinho no ano passado e, com a preparação obtida, conseguiu ser aprovada no curso de Ciências Biológicas da Unicentro. “Eu nunca teria passado num curso superior se eu não tivesse vindo aqui. Porque os professores incentivam você, estimulam você de diversas formas a querer estudar”.
Para que os bons resultados cheguem, também é preciso ter muita dedicação. Nessa hora, o apoio dos pais, que também participaram da primeira aula de 2017, é fundamental. Emília Horin, mãe de um dos estudantes do cursinho, garantiu que vai incentivar os estudos do filho. “Quando eu vi essa chance do cursinho pré-vestibular foi tudo de bom. Então, com certeza, eu como mãe, ia incentivar ele a vir, vou ajudar ele em casa e vou incentivar muito”, afirmou.
Esse é só o começo da caminhada desses estudantes em busca da aprovação no vestibular. A expectativa é que, no final, todo o esforço valha a pena. “Eu espero que ajude bastante não só com o meu curso, mas o curso de todo mundo, que são diversificados. Vai ser um curso bem interessante e eu acho que vai me ajudar bastante”, vislumbrou Maria Júlia Almeida.

Depois de Irati, Cedeteg recepciona os calouros 2017

As aulas desse ano começaram e, para quem está chegando na universidade agora, tudo ainda é novidade. Foi por isso que os novos acadêmicos dos cursos de graduação lotados no campus Cedeteg foram convidados a participar da tradicional recepção aos calouros nesta quarta-feira (22). “Eu acho realmente muito importante essa acolhida. Eu, que vim de outra cidade, vim totalmente perdida para cá. Então, é uma assistência que a Universidade nos dá para conseguirmos desenvolver nossos conhecimentos aqui”, avaliou a acadêmica do primeiro ano de Enfermagem, Isabela Petry.
As recepções do Cedeteg são as segundas realizadas nesse ano. Antes, a acolhida foi em Irati na segunda-feira (20) e hoje (23) é a vez dos ingressantes do Santa Cruz. O objetivo dessa atividade é dar boas vindas aos novos acadêmicos e informá-los sobre o funcionamento da universidade. “Hoje os nossos ingressantes passam a conhecer um pouquinho da estrutura da Universidade. Eles vão ver que viver a instituição não é somente ir até a sala de aula, assistir aos conteúdos, mas é muito mais do que isso”, contou o diretor do campus Cedeteg, professor Fábio Hernandes.

O diretor do Cedeteg, Fábio Hernandes, destacou o desempenho elevado da Unicentro nas avaliações do ensino superior (Foto: Coorc)

Como lembrou o professor Fábio, quem está ingressando no Ensino Superior deve saber que o aprendizado vai além das atividades de sala de aula ou de ensino. Para ficar por dentro de todas essas oportunidades, os contatos mais próximos são os professores e os Departamentos Pedagógicos “Nós sempre divulgamos nas salas de aula, no mural do Departamento quando saem os editais. Os professores vão até as turmas, do primeiro ao quarto ou quinto ano, para dizer que está aberta a Monitoria, a Iniciação Científica, os Projetos de Extensão para que os alunos, então, se inscrevam e comecem a atuar”, exemplificou a chefe do Departamento de Enfermagem, professora Alexandra Madureira.
Lucas Eidam está começando a graduação agora, mas seus objetivos vão muito além do ensino superior. Ele já sabe que a Unicentro também oferece especialização em diversas áreas. Só no campus Cedeteg, são nove programas de mestrado e quatro de doutorado. E um deles é na área de Agronomia, a escolhida por Lucas. “Eu acho que é a melhor coisa que tem, porque você pode fazer a graduação, mestrado e doutorado. Eu estou no primeiro ano e já comecei a fazer estágio também, a gente já lidou com milho, agora estamos lidando com soja. É a melhor coisa que tem”.

Calouros escutam atentamente as oportunidades oferecidas pela Universidade (Foto: Coorc)

O incentivo para que os novos acadêmicos busquem as oportunidades que agregarão qualidade à formação também foi a tônica desse primeiro contato oficial dos dirigentes da instituição com os calouros. “A recepção é uma forma de apresentar mais amplamente a Universidade e dizer: ‘olha, você está diante de um universo de oportunidades. O bom uso delas depende da sua iniciativa, da sua dedicação e do seu comprometimento com toda a Universidade’. O que nós esperamos é que os alunos dediquem o melhor de si à sua formação. Ao fazerem isso eles estão construindo algo muito bom para si mesmo, e também construindo algo muito bom para a Universidade. Temos esse gesto carinhoso de todo ano acolher formalmente esses estudantes para que, de fato, possamos aumentar, cada vez mais, esse senso de comprometimento não só com as conquistas pessoais, mas com as conquistas institucionais”, enfatizou o reitor da Unicentro, professor Aldo Nelson Bona.
A recepção aos calouros, como também ressaltou o reitor, é o momento em que a Unicentro renova com os alunos o compromisso de oferecer um ensino público, gratuito e de qualidade. “Há um conjunto de questões que se impõe sobre as universidades que poderiam ser tratados e encaminhados de forma diferente. Nós estamos todos empenhados, não só a Reitoria, na defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade e isso passa, necessariamente, pelo atendimento das condições plenas de funcionamento. Então, a comunidade acadêmica da Unicentro, os novos alunos, os veteranos, os professores, os funcionários, enfim, toda a comunidade acadêmica pode contar com o comprometimento e com o empenho da administração institucional”, afirmou.

Editais estaduais para pesquisa e extensão universitária somam mais de R$ 100 milhões

A Fundação Araucária está disponibilizando perto de R$ 100 milhões em 28 chamadas públicas. Os recursos são oriundos de investimentos do governo do Estado e também de parcerias com o governo Federal e com entidades da iniciativa privada. O termo de autorização de investimentos foi assinado no última terça-feira (21) pelo governador Beto Richa em cerimônia, realizada no palácio Iguaçu, que reuniu o presidente da Fundação Araucária, Paulo Brofman, o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), João Carlos Gomes, os reitores das sete universidades estaduais paranaenses, além de professores e pesquisadores.
Os 28 editais da Fundação Araucária totalizam investimentos de R$ 98,7 milhões, dos quais R$ 48,4 milhões são de recursos do Estado, por meio do Fundo Paraná. O restante vem de parceiros como o Governo Federal e setor privado. “É importante ressaltar, num momento como esse, em que as universidades estaduais passam por muitas dificuldades advindas de cortes de recursos e de ações que cerceiam sua autonomia, valorizar o trabalho da equipe da Fundação Araucária de maneira geral, e particularmente do presidente da Fundação, o senhor Paulo Brofman, já que eles conseguiram multiplicar, dobrar o recurso de 48 milhões do Estado para quase R$ 100 milhões. Essa conta, altamente favorável, é resultado, sem dúvida, da capacidade de articulação e de estratégias para a formação de parcerias, além da credibilidade da agência de fomento à pesquisa paranaense”.

Cerimônia no Paláciom Iguaçu reuniu pesquisadores, professores, reitores, representantes da Fundação Araucária, da Seti e do governo do Estado (Foto: Seti)

O presidente da Fundação Araucária explicou que nos últimos seis anos foram destinados R$ 380 milhões para o apoio a projetos de pesquisa. O recurso foi utilizado no financiamento de cerca de 18 mil bolsas – desde alunos de Iniciação Científica até o pesquisador sênior – e no apoio de mais de 400 projetos de alta tecnologia. “Há um retorno importante com o desenvolvimento de patentes e inovações, que certamente contribuem com a melhoria da qualidade de vida que essas pesquisas buscam”, afirmou Brofman. “Ciência, tecnologia e inovação são a semente da governabilidade, porque são as pesquisas e as novas descobertas que formam produtos de alto valor agregado e geram riqueza aos municípios, ao Estado e ao País”.
Durante a cerimônia foram assinados, ainda, os convênios de 82 projetos e programas de extensão vinculados ao Universidade Sem Fronteiras (USF), que beneficiarão bolsistas e toda a população atendida nas atividades das instituições estaduais de ensino superior. São projetos nas áreas da saúde, agricultura familiar e agroecologia, inovação e diversidade cultural e inclusão e direitos sociais.
A Unicentro teve 12 projetos aprovados aprovados no último edital do Universidade Sem Fronteiras, que tem por finalidade contribuir com o cumprimento da função social das universidades estaduais do Paraná, desenvolvendo projetos de extensão em áreas que privilegiam os municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM.

Reitores das universidades estaduais paranaenses manifestam rejeição à determinações da Comissão de Política Salarial

As universidades estaduais paranaenses que, ao longo dos últimos meses, vem enfrentando uma série de restrições, agora, estão diante de uma grave tentativa de ferir sua autonomia e dificultar, ainda mais, seu funcionamento. Trata-se do Ofício CEE/CC n. 310/2017, emitido pelo secretário chefe da Casa Civil a partir de deliberações da Comissão de Política Salarial. Em resposta ao documento, os reitores das sete instituições de ensino superior públicas estaduais do Paraná emitiram, através da Apiesp (Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Públicas), um posicionamento. O Ofício n. 068/2017 foi entregue, em mãos, para o governador Beto Richa na última terça-feira.

“O que entregamos ao governador é um documento de firme rejeição às determinações da Comissão de Política Salarial. Nesse um documento conjunto, um documento da Apiesp, assinado por todos os reitores, nós nos colocamos contra o Ofício 310, apresentando inclusive razões de ordem legal pelas quais ele precisa ser revisto e afirmando que as medidas determinadas são impossíveis de serem adotadas”, relatou o reitor da Unicentro, professor Aldo Nelson Bona.

O Ofício CEE/CC n. 310/2017 dispõe que os atos das instituições estaduais de ensino superior do Paraná que tratem da emissão de licenças especiais, da contratação ou prorrogação dos contratos de servidores temporários, das disposições funcionais e dos afastamentos para realização de cursos deverão ser submetidos previamente à Comissão de Política Salarial.

O documento emitido pela Apiesp reitera que “os atos das IEES têm como fundamento a autonomia “didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial’, prevista no art. 207 da Constituição Federal e no art. 180 da Constituição do Estado do Paraná. Por essa razão”, prossegue o Ofício, “a ‘submissão prévia’ dos atos das IEES, a que alude a referida deliberação, não se amolda ao contido nas normas constitucionais referidas, nem na legislação infraconstitucional vigente para a Administração pública em nosso Estado. É nosso dever recordar que a Comissão de Política Salarial instituída pelo Decreto 31/2015 não é um órgão legalmente previsto na estrutura da Administração Pública paranaense, nem possuem suas deliberações o caráter vinculante de uma Lei. Sua competência, estabelecida em definitivo pelo Decreto n. 4290/2016, restringe-se a ‘fixar diretrizes em assuntos de política salarial’”. Segundo o documento emitido pela Apiesp, a deliberação da CPS é excessiva e exorbita o poder regulamentar.

A argumentação apresentada pela Apiesp também discorre ponto a ponto cada um dos atos institucionais universitários que a CPS quer restringir. Sobre a definição de um limite de licenças especiais a serem concedidas a cada ano pelas instituições, o documento lembra que ela é um benefício instituído legalmente pela Constituição Estadual (6.174/70), em seu Artigo 247, que já define o número máximo de licenças especiais a ser concedido – “sexta parte do total do respectivo quadro de lotação” -, não havendo, desse modo, razão para a necessidade de autorização dentro desse número.

Quanto a contratação e renovação contratual de servidores temporários, o Ofício da Apiesp reitera que “as contratações relativas ao pessoal vinculado ao Contrato de Regime Especial – Cres seguem as regras e o rito estabelecidos nos Decretos Estaduais 1.521/2015 e 10.429/2015. Vale dizer, todas as contratações de temporários, inclusive as que dizem respeito às reposições de servidores desligados, ocorrem a partir das anuências expedidas pela Secretaria competente. Portanto, a recomendação contida no presente item parece-nos incongruente, quando se sabe, o procedimento adotado em relação às contratações temporárias já segue os ritos estabelecidos nos precitados decretos”.

Sobre as disposições funcionais o Ofício rememora que são poucos casos e que todos seguem as regras do Decreto Estadual 8.466/2013. Além disso, são em sua maioria para atender demandas provenientes dos próprios órgãos públicos estaduais e desde que não acarretem prejuízos às unidades de origem do servidor.

As deliberações da CPS sobre os afastamentos para a realização de cursos, como mestrado e doutorado, também foram contestadas pelos reitores das sete universidades estaduais paranaenses: “fazem parte da política de capacitação docente e técnica das IEES, e encontram previsão legal no Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado do Paraná (art. 208, inciso XI, da Lei Estadual 6.174/70)”. Ainda assim, salienta o documento, “embora haja possibilidade legal de substituição, conforme art. 2., parágrafo 1., da Lei Complementar 108/2005 (Cres), os afastamentos para realização de cursos, em sua totalidade, não tem gerado substituição, justamente em razão do rigor adotado pelas instituições”.

O documento emitido pelos reitores dispõe ainda sobre a concessão de Tide (Tempo Integral de Dedicação Exclusiva) aos professores das instituições de ensino superior estaduais paranaenses. Em primeiro lugar, o teor do texto lembra que o benefício só é concedido a partir de análise de mérito do projeto ao qual o Tide será vinculado, não havendo assim legalidade da alusão de que os mesmos devem receber pareceres favoráveis da Seti (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), da Seap (Secretaria de Estado de Administração e da Previdência) e da Sefa (Secretaria de Estado da Fazenda). Segundo o texto, “é imperativo esclarecer, mais uma vez, que o Tide docente, na forma como foi instituído pela lei Estadual n. 11.713/97, alterada pela Lei Estadual n. 14/825/2005, possui natureza jurídica de Regime de Trabalho, pelo que, estranha-nos a menção quanto a gratificação e a ‘prazo máximo de 24 meses’”, tal como estabelece o Ofício da CPS, “o que revela ser concepção absolutamente incompatível com o conceito atribuído ao Tide docente pelas leis precistas, sendo a limitação francamente ilegal e completamente desprovida de sentido perante a realidade das Universidades paranaenses. (…) O Tide docente, como Regime de Trabalho, é valor indissociável da excelência das Universidades Públicas. (…) Não há que se falar, portanto, em ‘prazo máximo de 24 meses’, vez que tal procedimento, além de incompatível com a norma vigente, também fere de morte o sistema universitário, que tem o Regime de Dedicação Exclusiva como regra permanente, indissociável ao tripé Ensino, Pesquisa e Extensão, e não como uma mera ‘verba acidental’”.

O Ofício Apiesp n.68/2017 termina reafirmando o “compromisso das universidades paranaenses com a responsabilidade e o equilíbrio das contas públicas, compromisso esse provado pelos sucessivos contingenciamentos dos recursos por elas sofrido nos últimos anos. Alerta-se, contudo, que tais contingenciamentos não podem ser realizados por meio de deliberações formalmente inválidas para os fins as quais se destinam, nem em franco desfavor a direitos legalmente adquiridos pelo funcionalismo público paranaense. Tendo em visto o exposto, informamos quanto à impossibilidade de adoção das medidas descritas no Ofício CEE/CC 310/17”.

Na audiência, os reitores, além de entregar o documento, também verbalizaram o descontentamento e a impossibilidade de atendimento ao estabelecido tendo em vista razões que amparam as instituições legalmente. Ao término, relatou Aldo Bona, “o governador disse que conversaria com a sua equipe, com os secretários, no sentido de que se possa rediscutir aquilo que está determinado no documento e, eventualmente, sair alguma nova decisão a este respeito”.

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